sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cloud Computing... e o usuário?

Eu tenho acompanhado com muito intusiasmo a computação nas nuves e suas vertentes. É impressionante ver que alguns "estímulos" são verdadeiras "alavancas" para o surgimento de novos conceitos e como o avanço tecnológico pode ser impulsionado. Certamente a crise mundial pela qual estamos passando foi um dos maiores fatores impulsionadores para o ou Cloud Computingcomputação nas Nuvens (não vou entrar na questão da crise em si).

Mas eu estou especificamente preocupado é com a parte mais importante nisso tudo... o usuário!

Na época dos computadores de grande porte, lá pela década de 70, existia um pessoal, verdadeiros sacerdotes, donos do poder e verdade da TI, que definiam como você deveria usar os recursos computacionais, o que era comprado e como era disponibilizado. Isso fez com que os desenvolvedores de tecnologia estivessem focados mais em questões da tecnologia do que na usabilidade dos sistemas.

Deixando o meu sarcasmo de lado (rsrsrs), eu tenho em mente que o foco deve ser no usuário, porquê no final, somos nós é que definimos como será usado tudo que está sendo desenvolvido e disponibilizado, seja nas nuvens ou em nossos desktops/laptops. Quando criaram o TCP/IP e o HTTP, não se tinha o foco do uso atual, mas foram os usuários e as companhias que definiram o uso de tudo isso.

Eu creio que as pesquisas e desenvolvimentos devem continuar, mas o foco deve ser o usuário. Algumas empresas entendem isso e apontam seus esforços para o usuário. Podemos destacar a gigante Google, o Zoho, a Apple e a Microsoft.

Mais importante ainda que tudo isso, e esse sim será o diferencial de quem pretende seguir "nas nuvens", é dar aplicabilidade imediata ao que se cria. Mostrar onde se pode usar determinados recursos, ser realista nas recomendações e adoções. Sabemos que a grande maioria ainda não pode ou não quer abrir mão de seus editores de texto instalados em seus computadores para usar apenas o Google Docs ou o Zoho Writer. Mas essas empresas podem apontar como manter seus documentos compatíveis com esses serviços e disponíveis em qualquer lugar. Unindo o melhor de seus mundos.

Muitos usuários estão dispostos a reduzir seus recursos por algum tempo, para ter acesso a seus documentos em qualquer lugar; é só ver o avanço das vendas de netbooks. Mas ninguém quer ter redução de recursos o tempo todo. Em algum momento os usuários vão querer e precisar de mais recursos, seja para o lazer ou para necessidades específicas, mas certamente irão necessitar.

Concluindo, mostar o caminho, a aplicabilidade e como balancear tudo que sustenta a computação nas nuvens é o diferencial que irá definir os líderes nesse mercado emergente.

1 comentários:

Marcos A. Silva disse...

Olá Daniel! Li seu artigo e não consegui ficar quieto. Voce tem absoluta razão na questão do FOCO no usuário. Mas que usuário? O funcionário da empresa ou o aquele que utiliza TI como lazer, pesquisa, etc...? u participo de um projeto que já virou negócio em cloud computing, desde 2003, qdo o nome nem era esse. O Foco até aqui foi para empresas, mas respeitando os usos e costumes dos usuários. Nada pode ser muito doferente do monitor pra fora, na navegação, nas formas de interagir com os dados e informações. Mas podemos tratar melhor tudo que ele (funcionário da empresa) nem precisa saber ou dominar pra exercer seu papel profissional. Foi aí que estabelecemos nosso foco. Se ele quer utilizar o MS Office, a gente disponibiliza na nuvem, coisa que nem a Microsoft ainda não fez. Se ele usa o OpenOffice, a gente tem também na nuvem. Se ele usa o ERP que o patrão escolheu pra empresa, a gente coloca o sistema nas nuvens e disponibiliza o acesso através da nossa solução.....então veja, eu tenho hoje o sistema de clou mais completo do mercado mundial, considerando que eu atendo empresas. A confusão na área de TI começou qdo levaram um computador PESSOAL pra dentro das empresas. Foi pura falta de criatividade carregada de prepotencia por parte daqueles "iluminados" que cuidavam do mainframe. Eles não conseguiram atender os usuários finais e aí começou a revolução - se eu não sou atendido pelo pessoal do CPD eu mesmo vou tratar dos meus dados, da maneira como quiser a nos prazos que a empresa necessita. Eu mesmo fui um desses revolucionários. Agora a situação piorou, porque existe mesmo a confusão, não há limites estabelecidos entre um tipo de usuário e outro, e a indústria de tecnologia lanças um produto atrás do outro visando vender o maior volume possível, e o pessoal do lazer acaba sendo iludido comtanta coisa, enquanto não vemos tantas novidades no setor corporativo, onde um produto exije qualidade, responsabilidade, SLA, atendimento adequado, pós venda justo. Quer ver um exemplo disso tudo: Nos últimos tempos os produtos e serviços de TI vão para o mercado cheios de falhas, com correções semanais, sujeitos a invasões, com brechas pra todo lado...... Onde está a qualidade da Microsoft com suas correções críticas. Onde está o compromisso do Google com constantes interrupções. O que dizer da nossa Telefonica com o Speedy, ou da Amazon ou Sales force. Nem antivirus consegue mais cumprir seu papel, porque por incrível que pareça, os meninos do fundo do quintal são mais criativos e pesquisam mais que os profissionais contratados por esses empresas!!!Acesse www.mipc.com.br - Cloud Computing para empresas.